Conhecendo o Programa Cia dos Anjos |
| Inicialmente, as atividades concentraram-se nas reformas físicas (arquitetônicas) das unidades, sem dúvida essas transformações refletiram diretamente na qualidade de vida dos envolvidos, desde as crianças, adolescentes, equipe de funcionários das instituições até a comunidade a qual a unidade pertencia. Porém o Projeto CASA DA CRIANÇA identificou a necessidade de fortalecer o atendimento e a manutenção das unidades, pós- reforma. Foi então criado o Programa Cia. dos Anjos, Programa do Projeto CASA DA CRIANÇA que visa contribuir com essas instituições após as intervenções tanto para contribuir com as suas respectivas manutenções como objetivando garantir a qualidade do atendimento às crianças e adolescentes destas unidades nas áreas de educação, saúde, esportes, lazer, arte e cultura. |
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Como Surgiu - Mobilização de Parcerias (Voltar ao Topo) |
Após a conclusão da reforma do primeiro Abrigo em Recife, teve início, no final do ano de 1999, o Programa Cia. dos Anjos com o objetivo de contribuir com as unidades reformadas pelo Projeto CASA DA CRIANÇA, no fortalecimento do atendimento as crianças e adolescentes. O desejo era tornar os espaços vivos com atividades nas áreas de educação, saúde, esportes, lazer arte e cultura. O Ária Social (Escola de Arte e Cultura) com balé e o ELC (Escola particular de inglês) com aulas de Inglês são os pioneiros na unidade Casa de Carolina, nesse programa. O fruto desse trabalho é logo percebido através da melhoria da auto-estima das crianças, e no desempenho escolar. No ano de 2000 mais uma conquista – Escola Madre de Deus (Escola particular do Recife) com um trabalho de orientação pedagógica para a equipe do Abrigo Casa de Carolina.
O Programa Cia. dos Anjos inicia um trabalho de orientação às equipes das novas unidades reformadas para captação de parceiros com a finalidade de complementar e promover novas atividades de educação, saúde, esportes, lazer, arte e cultura junto às crianças e adolescentes de suas unidades. Esta ação se estende de maneira tímida até o ano de 2004.
No decorrer das nossas atividades vínhamos percebendo que durante a mobilização dos diversos setores para a reforma das edificações, há uma grande visibilidade, participação e iniciativas da parte de todos os envolvidos - funcionários, crianças, parceiros, voluntários, arquitetos e profissionais envolvidos na obra.
Porém, lamentavelmente, com o passar dos meses, esta corrente participativa começa a se dispersar durante o cotidiano dos profissionais e funcionários das unidades beneficiadas. Entendemos que a melhor maneira de cultivar esta chama da emoção e alegria acesa é, sem dúvida, atuar de maneira direta com aqueles que com o passar do tempo continuarão presentes (funcionários das unidades) para que assim possamos garantir a mobilização continua e, especialmente, promover uma nova atitude dos funcionários em prol do bom atendimento às crianças, da captação de novos parceiros e voluntários e, que possibilite a intervenção das políticas públicas das quais faz parte a grande maioria das unidades. |
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O Estudo Realizado para Elaboração (Voltar ao Topo) |
| Em 2004, identificamos a necessidade de uma ação mais estruturada e organizada para o Programa Cia. dos Anjos, tínhamos dezenas de unidades espalhadas por todo território nacional e a necessidade de exercer um maior e mais direto acompanhamento das unidades se tornou evidente após as reformas estruturais. Nosso objetivo é proporcionar melhor qualidade de vida as crianças e adolescentes e não estávamos satisfeitos apenas com as mudanças positivas originárias das melhorias físicas, queríamos crianças e adolescentes estudando línguas, fazendo teatro, estudando computação... Necessitávamos para tanto de um estudo, e de um parceiro que nos apoiasse na elaboração de um programa que melhor atendesse todo esse universo de crianças e adolescentes. Encontramos então o nosso primeiro Anjo-parceiro AVINA (instituição suíça que investe em projetos sociais na América Latina). Com o apoio do novo parceiro pudemos realizar uma pesquisa em todas as instituições beneficiadas pelo Projeto CASA DA CRIANÇA, desde 1999 até 2004, com visitas a cada unidade, com objetivo de diagnosticá-las nos aspectos de manutenção e principalmente nos serviços de atendimento as crianças e adolescentes. O material desenvolvido contou com a participação dos funcionários das diferentes áreas que foram entrevistados de todas as unidades beneficiadas. Este trabalho foi realizado nos anos de 2004 e 2005. |
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O Objetivo Geral e Resultados Esperados (Voltar ao Topo) |
Com os diagnósticos das unidades foi possível elaborar um Programa de Treinamento Cia. dos Anjos – Mobilização de Parcerias que teve como base os dados que foram copilados nas diferentes unidades, identificando as necessidades das instituições.
O objetivo geral do Programa Cia dos Anjos é fazer com que haja uma rede entre as unidades das diferentes regiões do país, pois temos a intenção de fortalecer um elo entre essas instituições, visando troca de informações, idem realizamos a rede de franqueados sociais, é aplicar a metodologia da tecnologia social desenvolvida o “Manual Cia dos Anjos - Mobilização de Parcerias”, idem aplicamos a Franquia Social do Projeto CASA DA CRIANÇA, é permitir que a partir deste instrumento haja uma mudança significativa de integração e motivação entre as equipes, dentro de cada unidade, que haja uma nova visão da sociedade dos direitos ao atendimento de qualidade das crianças e adolescentes socialmente desfavorecidos, é influenciar as políticas públicas nos diferentes Estados, mostrando unidades que se tornarão modelos para outras unidades de cada Estado e assim podermos gerar efetivamente uma mudança significativa de dezenas de unidades, beneficiando milhares de crianças e adolescentes socialmente desfavorecidos do país. |
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Atividades (Voltar ao Topo) |
Ministrar para todas as equipes das unidades beneficiadas pelo Projeto CASA DA CRIANÇA em território nacional e o franqueado social do Projeto CASA DA CRIANÇA, responsável pelo Programa Cia. dos Anjos de sua cidade, que acompanhará as ações a serem empreendidas pela unidade, um treinamento que terá como objetivo básico a capacitação desses profissionais para captação de parcerias para manutenção física e serviços de atendimento as crianças e adolescentes, através da mobilização da sociedade.
Em janeiro e fevereiro de 2007, iniciaremos o Treinamento e acompanhamento às unidades beneficiadas pelo Projeto CASA DA CRIANÇA, Treinamento este que prevê em Recife (mês de Janeiro) para as unidades do Norte e Nordeste, e em São Paulo (mês de Fevereiro) para as unidades Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A Metodologia desenvolvida para o Programa Cia dos Anjos é composta de Seis Etapas, dentre as quais, a primeira delas já foi concluída em 2004/2005, fruto da Parceria com a AVINA e as demais estão em andamento, seguindo o Cronograma estabelecido. |
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Etapas de Trabalho (Voltar ao Topo) |
Etapa 1 – Concluída: Elaboração do Programa Cia dos Anjos Mobilização de Parcerias.
Etapa 2 – Treinamento as Unidades atendidas pelo Projeto CASA DA CRIANÇA.
Etapa 3 – Acompanhamento e Assessoramento – Incluindo neste acompanhamento o Sistema de Tecnologia Communis (Sistema digital de integração virtual da rede do Projeto CASA DA CRIANÇA).
Etapa 4 – Avaliação dos Resultados (avaliação do progresso de cada unidade, gerando Relatório Específico de cada unidade).
Etapa 5 – Convenção Nacional do Cia dos Anjos (encontro dos representantes de todas as unidades, das diferentes regiões em convenção nacional – serão eleitas as unidades modelos).
Etapa 6 – Para o ano de 2008, as cidades que indicarem unidades modelos, receberão seminário para disseminar tecnologia específica a unidades de atendimento acrianças e adolescentes do seu Estado. |
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Conhecendo o Programa Cia dos Anjos (Voltar ao Topo) |
Treinamento a 32 unidades de atendimento a crianças e adolescentes socialmente desfavorecidos sendo: 1 da Região Norte, 17 da Região Nordeste, 7 da Região Sudeste, 4 da Região Centro-Oeste e 3 da Região Sul do Brasil. |
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Área de Abrangência (Voltar ao Topo) |
- Atendimento Direto – As crianças e adolescentes beneficiadas, aos funcionários das unidades que receberão o treinamento e assessoramento permanente.
- Atendimento Indireto – As famílias das crianças atendidas, a sociedade (que será mobilizada a participar e interagir), as unidades do Estado que estão sendo preparadas a tornarem-se “unidade modelo” para referência de atendimento (disseminação), as políticas públicas (muitas das unidades atendidas são de caráter público), dentre outras.
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Panorama (Voltar ao Topo) |
Características Políticas e Sociais
O Brasil registra milhares de instituições governamentais, associações religiosas e entidades filantrópicas que prestam atendimento a crianças e adolescentes da população de baixa renda em seus diversos meios de atendimento; abrigo (atendimento em sistema interno para crianças e jovens órfãos, vítimas do abandono e/ou maus tratos), creche (sistema semi-interno de zero a seis anos), espaços de adolescentes (para freqüência no horário oposto à escola, com proposta complementar as atividades oferecidas pelas escolas públicas), dentre alguns outros.
Infelizmente a realidade do nosso país é de uma falta de investimentos governamentais na área de assistência a criança e adolescente, em especial na educação, fazendo prevalecer nestes espaços de atendimento, o básico considerado estritamente necessário para sobrevivência dos usuários (as crianças e adolescentes) e das instituições (administração e funcionários).
O Projeto CASA DA CRIANÇA traçou um panorama, realizado com a experiência prática da atuação nas diferentes regiões do país, onde aponta que as unidades de atendimento possuem programa básico de freqüência as escolas públicas por parte das crianças e adolescentes, assistência à alimentação, e às vezes atendimento na área de saúde, sem assim fazer prevalecer os seus direitos assistidos. Com esta realidade, investimentos físicos estruturais não são considerados, e essas unidades, em maioria absoluta, apresentam instalações inadequadas, espaços sub-utilizados sem muitas vezes considerar áreas essenciais para o aprendizado e crescimento destas crianças e jovens tais como salas de aula, biblioteca, salas de computação, área médica (sala de odontologia, psicologia, enfermaria, etc.), espaços destinados ao esporte, tão pouco possuem recursos para investirem além do considerado “essencial”, ficando as crianças sem acesso a uma educação adequada, reforço escolar, atividades extra curriculares, direito a arte, cultura, lazer... Como reza o direito no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Apesar de tais estatísticas, grande parte das instituições sabem da importância da existência de ambientes específicos para melhor desenvolverem seus programas. Segundo Censo da Educação infantil apesar de quase a totalidade (98%) dos municípios brasileiros possuírem estabelecimentos de atendimento a pré-escola, 18% ainda não obtém creche e dos 44% das creches analisadas não contavam com parquinho, e 32% não contavam com espaços externos para as crianças a exemplo de quintal ou área externa.
Sabemos que somos fruto de um meio, logo se habitarmos lugares alegres, coloridos, carinhosamente pensados a cada detalhe, refletiremos esta realidade.
O Projeto CASA DA CRIANÇA proporciona instalações adequadas ao atendimento das crianças e jovens, e os novos espaços são criados baseados na necessidade de uma educação moderna e eficiente, visando à qualidade no atendimento e, principalmente, proporcionando que sejam garantidos os direitos nas áreas de educação, saúde, esportes, lazer e cultura. Com a implantação dos novos espaços, e principalmente com o carinho que eles detalhadamente são criados e realizados as crianças passam a ter mais interesse pelo programa da unidade, desde a leitura, estudos, esportes até à visita a sala do médico ou dentista torna-se mais alegre. Porém estes aspectos não são suficientes para garantir um atendimento adequado, a estruturação física é apenas o começo de um trabalho, o qual já é realizado pelo Projeto CASA DA CRIANÇA, sendo o Programa Cia dos Anjos, um ação específica, complementar a contribuir com os aspectos “humanos”, voltados para a qualidade do atendimento nas unidades, sendo ainda a manutenção das unidades contempladas no Programa, gerando ferramentas para que as próprias unidades possam manter e gerir os espaços reformados.
Características Culturais, Econômicas e Políticas
Culturalmente, há na sociedade uma aceitação quanto aos espaços de atendimento à população de baixa renda se fazer em espaços de pouca qualidade “para o pobre – espaços pobres”, e muitas vezes sem dignidade. O Projeto CASA DA CRIANÇA transpõe barreiras e quebra paradigmas culturais, a partir da mobilização da sociedade para atuar e transformar espaços de atendimento a criança socialmente desfavorecida em espaços com qualidade, surge aí a mudança da visão arquitetônica – hoje diferentes Estados compreendem que não é luxo o resultado do nosso trabalho e sim dignidade e que assim deveriam ser todas as instituições públicas do país. Este aspecto tem gerado uma nova visão dos governantes políticos que passam a ter em seus Estados unidades que são referência e conseqüentemente precisam transformar as demais no mínimo sanando as necessidades básicas de iluminação, ventilação, infiltração e espaços pensados para as crianças (parques, brinquedotecas, bibliotecas, salas de informática, ...). |
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